quarta-feira, 28 de julho de 2010

Patrocínio é uma droga

Jogo do Colorado hoje, e essa história me voltou à mente agora.

Estava eu em San Francisco há uns meses atrás, fazendo uma média no cliente onde estávamos trabalhando, e no dia em que o Inter jogou contra o Estudiantes eu fui orgulhosamente trabalhar vestindo a minha camiseta do Colorado.
Chegando lá, apontei pra camiseta e mostrei pra indiana com quem eu estava pareando: - Olha só, ESSE AQUI é time que eu torço no Brasil!
E ela pra mim: - Banrisul??

Patrocínio é uma droga :P

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Agile Brazil 2010

Semana passada aconteceu aqui na PUC o Agile Brazil 2010. Consegui uma pseudo-liberação da empresa e fui assistir a primeira tarde de palestras. Fiquei agradavelmente surpresa.

Assisti quatro palestras (Já que vai fingir, finja direito - Testando com Mocks, Reconheça! Você não sabe modelar! Iniciando Projetos Ágeis, Erros comuns em Test-Driven Development, Utilizando SCRUM em contratos de preço-fixo) e tirando a primeira (o pessoal da Caelum podia ter se puxado um pouquinho mais), todas foram muito legais. Mas o mais legal de tudo não foi ver pessoas entusiastas falando sobre o assunto, e sim pessoas que há alguns anos atrás achavam métodos ágeis a maior bobagem, se rendendo às boas práticas de comunicação, novas formas de trabalhar e principalmente aos resultados de tudo isso.

Meu primeiro estágio foi na Procempa (Cia. de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre) em 2006. Eu sou uma das maiores defensoras do trabalho lá porque eu era uma das pessoas que mais tinha coisas pra fazer. O coordenador do meu estágio era um grande entusiasta de métodos ágeis e foi lá que eu fiz pair programming pela primeira vez. Na época, eu me lembro que viam a gente como os esquisitos da empresa, os hippies paz & amor da companhia, com nossas reuniões de pé e os planejamentos com chocolate embaixo das árvores no pátio da empresa. E qual não foi a minha surpresa quando vi um grande grupo de pessoas da Procempa no Agile? Matei um pouco da saudade deles e (olha como são as coisas, de estagiária para conselheira) estava discutindo com meu ex-chefe maneiras inteligentes de se tentar inserir métodos ágeis dentro da Procempa.

Acho que a tarde de quinta foi a mais proveitosa da semana. Assisti todas as palestras com aquele tesão que só um nerd tem quando está apredendo uma coisa nova. Tomara que no ano que vem eu possa ir em todas :-)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Um belo dia resolvi mudar...e fazer tudo o que eu queria fazer...

Um novo início: como uma ThoughtWorker. Wish me luck :D

terça-feira, 9 de março de 2010

Weeeee

Eu virei Wario \o/ Agora a opção de multiplayer foi liberada!!
E só pra constar já sou "Professional" no tênis do Wii.

:D

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Leonardo di Caprio

Eu tenho uma coisa esquisita, acho que um monte de gente tem isso, que é o pensando encadeado. O pensamento encadeado se manifesta só na minha cabeça (dã) e me leva a pensar em um monte de coisas, que interligadas acabam por fazer sentido. A grande moral é que o que desencadeia o pensamento encadeado é uma coisa geralmente completamente nada a ver, tosca mesmo. Acabou de acontecer.

Grande parte das pessoas que me conhecem sabem que eu não tenho a melhor relação do mundo com o meu irmão. É uma verdade, infelizmente. Em algum ponto da nossa transição infância-adolescência-vida adulta aquela coisa de "mano", "mana" se perdeu. Hoje a gente conversa o essencial. Infelizmente.

Agora há pouco eu estava lendo uma notícia no Omelete que diz que o Leonardo di Caprio vai representar Frank Sinatra no cinema. Se vai mesmo acontecer, não importa. O que importa é que o Leonardo di Caprio me faz ter uma lembrança boa e ao mesmo tempo triste da minha infância-adolescência.

Eu devia ter uns 12, 13 anos quando estourou o sucesso Titanic nas telas dos cinemas. E claro, 99% das adolescentes da época eram apaixonadas pelo Leonardo di Caprio. Tudo bem, eu não achava ele lá essas coisas, mas gostei do filme. O meu irmão,na época, devia ter 12 anos e nessa época ele viu todas as colegas dele ensandecidas por esse ator.

E chega o meu aniversário. Dia 6 de maio. No meio da comemoração de família, que sempre foi bastante simples, ele pediu pro meu pai levar ele de carro em algum lugar. Na volta, um pacote enrolado numa sacola plástica que ele, envergonhado, jogou no meu colo, dizendo um "Feliz Aniversário". Abro e o que vejo: uma camiseta de mangas compridas com a foto do Leonardo di Caprio estampada na frente.

Na hora eu não entendi muito bem, até falei, quando mexeram comigo, que eu nem gostava do tal do Leonardo di Caprio... Mas hoje eu entendo. Ele quis me agradar. Ele quis demonstrar que ele gosta(va) de mim. E sempre que eu me lembro da carinha rechonchuda dele jogando aquele pacote no meu colo, eu tenho vontade de chorar. Por nesses momentos eu percebo que um dia ele gostou de mim, que a gente foi irmão e irmã de verdade.

Hoje eu também penso no que é a nossa relação e também tenho vontade de chorar. Porque o pouco que a gente tinha se perdeu.

Enfim: pensamento encadeado + Leonardo di Caprio = boas e melancólicas lembranças de família :-)