quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Dia 15 de outubro, dia do professor

Estava dando os parabéns via Facebook a uma amiga que é pedagoga. Aí parei para me dar conta da quantidade de amigos e conhecidos que escolheram seguir a carreira de "professor".

Impossível não me lembrar dos meus professores... Minha memória é de elefante para esse tipo de coisa: eu lembro do nome da minha professora do jardim de infância (Anelise), da professora da primeira (Mercedes), segunda (Marilena), terceira (Neusa), quarta série (Valquíria) e assim por diante. Lembro dos nomes de cada um dos meus professores do ensino médio. E de como cada um deles afetou a minhas escolhas profissionais.

Eu tive professores e mestres. Professores que me ensinaram as lições em sala de aula e mestres que me orientaram mais do que eles podem imaginar. Tive um anjo da guarda em forma de professora, que acreditou tanto na minha capacidade... È de ti que eu estou falando Emily :-) Minha professora de inglês que me deu lições de humanidade. Que acreditou que eu poderia ir além e fez tudo o que pode para me ajudar. Graças a ela, eu tive condições de entrar para a universidade federal, a única que eu tinha condições financeiras de cursar na época.

Lembro dos professores de história que tive no Julinho. A organização do professor Eduardo, que fazia  a gente entender o conteúdo através de esquemas excelentes no quadro. A paixão do professor João (Joãozinho) ao falar sobre política e eleições. Pela primeira vez eu vi que História é uma das matérias mais apaixonantes do currículo escolar. E tive muita vontade de cursar História na faculdade.

Lembro de uma professora de matemática do 3° ano (Lúcia), que quase chorou no último dia de aula quando nos deu "Tchau". Quando passei no vestibular para Ciência da Computação na UFRGS, cheguei a ligar pra ela para agradecer as infindáveis listas de exercício que ela nos passava. Anos depois a encontrei quando estava saindo do meu estágio na PROCEMPA. Mostrei minha pastinha da UFRGS, toda orgulhosa.

E depois na faculdade... Tive professores que me mostraram porquê eu estava cursando Ciência da Computação. Tive professores que resgataram a minha auto-estima. Tive mestres :-)

Hoje a realidade dessa profissão está presente na minha vida através do meu filho. Faz dois meses que ele começou na escolinha, e posso dizer que o efeito tem sido maravilhoso... Quando eu vejo o carinho com que ele é tratado, tenho certeza de que as professoras dele, assim como os que passaram pela minha vida, estão na profissão certo!

Fica minha homenagem então, a todos os mestres que ensinam e INSPIRAM seus alunos :-)

Feliz Dia do Professor

Imagem retirada daqui

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Seis pares de sapato... e "o" par de tênis

Ontem eu fui passear na serra com o marido. Fomos testar o carro novo na estrada e tomar um café colonial em Gramado. Na volta paramos na loja da Piccadilly, em Igrejinha onde eu chutei o balde por conta de uma promoção que havia na loja: a cada três pares de sapato Piccadilly e a gente ganhava outros três! Graças à paciência do meu marido, saímos de lá com 8 pares de sapato (seis para mim, por conta da promoção e mais dois pra ele).

Vocês podem imaginar minha alegria feminina, não? Seis pares de sapato em uma tacada só. E o melhor, sem apertar o meu orçamento. Vou dizer pra vocês: eu gastei R$ 430,00 em sapatos ontem. E sem peso nenhum na consciência...

Daí da alegria para a melancolia foi um passo. Eu comprei seis pares de sapato. E hoje, graças à Deus e ao meu trabalho eu posso fazer isso de vez em quando. Mas me  lembrei de uma época em que os recursos eram mais escassos e eu tinha um único tênis "para sair" e fiquei pensando: "Nossa, hoje eu comprei seis pares de sapato, e ouve uma época da minha vida que o que eu tinha não era "um" tênis mas "o" tênis..." E claro, com os hormônios ouriçados por conta da gravidez e "essa mania de lembrar de tudo feito um gravador" eu comecei a chorar.

Voltei pro presente e pensei no filhote que estou trazendo na barriga, o Bruno. Pensei que, se as condições continuarem colaborando, o Bruno não vai ter somente um tênis pra ir pro colégio e nem apenas um casaco ou uma calça "boa". Mas ele vai saber sempre, exatamente, de onde os paizinhos dele vieram. Eu vou fazer questão de contar e explicar que a mamãe dele fazia bicos para ajudar a pagar o curso de inglês, que o papai dava aula de informática quando estava cursando o segundo grau, que o nosso primeiro carro foi um fusquinha caindo aos pedaços (ahh Bochechudo...). Ele vai saber sempre de onde ele veio.

Acho que nunca vou conseguir não me emocionar quando penso nessas coisas. E eu vou continuar comprando meus infinitos pares de sapatos, sempre que possível, claro. Sem nunca deixar de lembrar daquele par de tênis único. E de como é importante saber dar valor para as coisas.

domingo, 1 de dezembro de 2013

26 semanas, 3 dias e contando

Eu ainda não escrevi nada sobre a gravidez. Mas não foi por falta de ter o que dizer... Muito pelo contrário! Tem tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que às vezes fica difícil parar para colocar em palavras o turbilhão de coisas pelas quais estamos passando...

Para quem não sabe, o Rodrigo e eu estamos grávidos! Estamos esperando o Bruno, que deve estar por aqui no início de março do ano que vem. Eu gosto de dizer que o Rodrigo e eu estamos grávidos, pois ele é tão participativo em tudo o que se refere a esse pinguinho de gente, tão carinhoso, que eu acho que seria egoísmo da minha parte ficar dizendo "estou grávida" como se fosse uma condição só minha. Ele tem sido demais :-)

Falar sobre os aspectos da gravidez, acredito eu, é meio que chover no molhado... Tem o lance de a barriga da gente não nos pertencer mais (não que isso me incomode, só um pouco às vezes). Tem o lance de ouvir todas as histórias trágicas de parto possíveis (e parece que quanto maior fica a barriga da gente, mais tragédias as pessoas lembram de nos contar, hehe). Tem a parte boa de ganhar carinho por todos os lados... Essa é a parte que eu mais gosto! Já ganhamos tantos presentes pro Bruno que estamos catalogando para saber quem deu o quê e mostrar pras titias e titios queridos como o Bruno vai amar usar cada coisinha...

É uma mistura muito gostosa de ansiedade, vontade de ver a carinha dele de uma vez, e ao mesmo tempo um medo enorme de não saber fazer as coisas certo... Acho que todas as mamães e papais sentem isso. Mas só passando de verdade para sentir na pele esse medinho real. E acho também que todo mundo que me ouvir/ler falando sobre isso vai me dizer que é mais do que normal e que a gente vai "tirar de letra", hehe.

Dá medo, ansiedade, alegria. Dá vontade de apertar, apertar e apertar. Dá vontade de mudar o mundo, transformá-lo num lugar melhor para abrigar esse serzinho especial. Agora, enquanto eu escrevo, ele não me deixa concentrar, está se mexendo o tempo inteiro. É a melhor sensação que eu poderia ter.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Serviço de Utilidade Pública - Banco do Brasil, Conta Pacote Digital: SUCESSO!

Finalmente, depois de cerca de 50 dias, ir cinco ou seis vezes ao banco e contar com a incompetência, má-vontade e arrogância de um funcionário da agência que escolhi, CONSEGUI ABRIR A MINHA CONTA DIGITAL.
Foi um processo árduo e cansativo, mas como quem ri por último ri melhor, eu não estou mais pagando manutenção de conta e nem para realizar TEDs e DOCs.

Bom, vou poupá-los de todos os dissabores que passei para abrir essa conta e vou direto para a parte das dicas! Seguindo esses macetes, a chance de você se incomodar com o banco é muito menor.

  1. Não tenha pressa. Abrir uma conta desse tipo exige muita paciência, afinal, quem mais tem interesse em poupar o seu dinheiro é você. Não tenha um prazo definido para ter tudo pronto, pois há grande chance de esse prazo não ser cumprido.
  2. Não acredite no formulário de solicitação de conta pela internet. Não funcionou para mim e chance de não funcionar para você é grande. Segundo um funcionário do Banco do Brasil: "É, às vezes não funciona mesmo, hehe...". Leia no site do banco os documentos necessários para abrir uma conta comum, coloque numa pastinha, encha-se, de novo, de paciência e vá até uma agência pessoalmente solicitar a abertura da conta.
  3. Fale mais de uma vez o pacote de serviços que você quer adquirir. Até o momento de abrir a minha conta, o nome desse pacote é "Pacote Conta Digital". Não confunda com "Conta Eletrônica", são coisas diferentes. Eu cheguei a ser chata nesse quesito. Tive que escrever à mão no formulário de abertura de conta que desejava uma conta com o "Pacote Conta Digital".
  4. Não acredite nos prazos que banco informa. Por um momento eu pensei que aqui era a Alemanha, e acreditei. E acreditem, não tem nada que me frustre mais do que uma palavra não cumprida. Se derem um prazo de X dias para assinar uma papelada, buscar seu cartão do banco, etc, ligue para a agência ANTES de ir ao banco. Aqui você vai precisar de paciência extra, pois nem sempre retornam as ligações. Isso nos leva ao item 5.
  5. Reclame. Na era digital ficou muito mais fácil. Ligue para a ouvidoria, xingue no twitter (descobri que a hashtag #bbfail é milagrosa). Às vezes a gente vai em agências ruins, mas os canais digitais são monitorados pela ouvidoria central do Banco do Brasil. Você informa a agência que está te atendendo mal, e eles vão pra cima da agência. Eu reclamei pela manhã no twitter e à tarde recebi uma ligação de um funcionário desesperado super-prestativo da agência, dizendo que eles estavam só esperando por mim para dar encaminhamento ao processo de abertura de conta. Quando cheguei lá, tinha uma "estrelinha" no meu contrato, e eu fui muito bem tratada.
  6. Sua conta está aberta. Hora de cadastrar todas as senhas possíveis e imagináveis. Verifique os canais de atendimento disponibilizados pelo banco e cadastre todas as senhas necessárias quando for retirar seu cartão. Que eu me lembre são:
    • Senha do cartão
    • Senha da internet
    • Senha do atendimento telefônico (essa eu não sabia que deveria cadastrar e só pode ser feita pessoalmente)
  7. Esgace os limites de transferência, pagamentos, agendamentos online. Esta é para ser uma conta para ser utilizada exclusivamente por meios eletrônicos, certo? Então aumente o máximo que puder os limites para esses meios. Quando eu abri a minha conta só era possível fazer isso presencialmente na agência. Para minha alegria, ontem eu recebi uma mensagem pela caixa postal do BB dizendo que os limites podem ser aumentados pela internet! Basta configurar os novos limites e ir num terminal de auto-atendimento para confirmar a operação.
Conta criada! Agora aproveite os benefícios de ser cliente do BB. Eu acho a HomeBanking deles muito boa de se utilizar. Fora que, para quem costuma viajar bastante, Banco do Brasil tem em tudo quanto é lugar (diferente do Banrisul, por exemplo, que passou de Santa Catarina, não se encontram agências).

Espero que aproveitem as dicas :-)

domingo, 16 de junho de 2013

Banco do Brasil Fail

Há mais de um mês eu estou tentando abrir uma conta digital no Banco do Brasil. Para você que, como eu até uns meses atrás, não conhecia esse conceito de "Conta Digital", eu explico: Conta Digital é uma conta sem custo de manutenção, desde que se use somente meios eletrônicos (internet, caixa eletrônico, etc) para movimentá-la. Para quem, como eu, quase nunca vai em bancos, é a conta perfeita!

Primeiro passo: preencher um formulário de solicitação de abertura de conta na página do BB. Preenchi, coloquei um calhamaço de informações (nome, cpf, endereço, cor da calcinha, bla bla bla). A promessa era de que o BB entraria em contato comigo para que eu fosse à agência escolhida levar a documentação para comprovar tudo o que preenchi no formulário e assinar a papelada. Primeiro passo: ticado.

Claro, óbvio que, passadas mais de três semanas, o banco NÃO entrou em contato comigo. Liguei para o 0800 do BB e claro que não sabiam me informar em que pé estava a solicitação feita pela internet. A instrução? "A senhora deve comparecer à agência". Beleza, peguei todos os documentos que seriam necessários e fui à agência a qual tinha encaminhado a solicitação.

Antes de ir na agência, eu ainda tentei fazer outra solicitação de abertura de conta pela internet, e o sistema, surpreendentemente acusou que já existia uma solicitação aberta no meu nome. Até aí, beleza, aparentemente o sistema da internet funciona. Chegando lá, "estranhamente", não constava no sistema nenhum pré-cadastro, nenhuma solicitação realizada pela internet, nada.

Ok, na agência eu respirei fundo e dei início a todo o processo, como se o formulário da internet nunca tivesse existido. Fiz a menina que me atendeu repetir mil vezes quando a papelada ia estar pronta para eu assinar. Prazo dado pela agência: 10 dias corridos. E adivinhem? Eu acreditei.

Passados os 10 dias (11 para ser exata, eu me atrasei um dia para voltar), fui à agência novamente. Gente, vocês não tem noção: eu tô muito focada em deixar de dar dinheiro pros bancos.

O atendente puxou a solicitação da minha conta. Estava aberta, pelo sistema, tudo certo. Me deu o número e tudo. E a papelada necessária? Óbvio que ainda não estava disponível. E eu ainda tive que ouvir do carinha: "É são 10 dias, mas sabe como é...". NÃO meu filho, não sei como é. Vocês deviam dar um prazo maior então, mas não me fazer ir e vir trocentas vezes ao banco. Eu já quero uma conta digital para não precisar ir ao banco. E aí ele me disse, "...a senhora vai ter que voltar na segunda-feira... Liga para aqui pro banco para saber se já chegou...".

Eu saí com MUITA, mas MUITA raiva da maldita agência do Banco do Brasil. Comentando com o meu marido ele disse que bate exatamente com o que ele leu na internet sobre as tentativas de abrir uma dessas contas digitais. Parece que o processo de abertura é dificultado ao máximo, para pessoa desistir mesmo. Mas agora é uma questão de honra. Eu vou ter essa conta, nem que leve 6, 7, 8 meses.

Amanhã eu vou ligar para a tal agência e tentar mais uma vez. Torçam por mim.