quinta-feira, 7 de julho de 2011

FISL 12

Semana passada aconteceu na PUC (Porto Alegre) a 12ª edição do Fórum Internacional do Software Livre. Depois de 7 anos sem participar desse evento, fiquei bastante surpresa. Há sete anos atrás, aquele saguão imenso do centro de eventos da PUC estava praticamente vazio. Meia dúzia de estandes de empresas e organizações identificadas com o software livre. No último evento eu pude contar tranquilamente umas 20 empresas e organizações, entre elas, Oracle, Google, Globo.com, órgãos de TI federais, estaduais e municipais (Serpro, Procergs e Procempa) e uma infinidade de grupos de usuários.

Ir no FISL depois de todo esse tempo, agora conhecendo muito mais sobre tecnologia, ferramentas de TI e software livre foi definitivamente interessante. Como inicialmente eu teria que dividir o crachá com outro colega aqui da Procergs (o que no fim das contas nem precisou) eu acabei me programando pra ir só em dois dias (quinta o dia todo e sábado pela manhã).

Na quinta assisti duas palestras sobre desenvolvimento de aplicativos para Android e tenho que dizer que deu muita vontade de brincar de desenvolver pra mobile de novo... Pena que me falte ideias pra colocar em prática. De repente  eu poderia fazer algo que juntasse aplicativos para Android com ponto cruz e tricô... E pra isso eu vou precisar trocar de celular também... :-P #ficaadicadepresente

No sábado chegamos um pouquinho atrasados para a palestra de um indiano que trabalha na Oracle, sobre Java EE 7 e depois numa palestra muito legal, Beyond Java SE 7. Fora as outras legais que eu queria assistir mas não deu. Assisti também uma sobre desenvolvimento para web com Java e frameworks, uma sobre Html 5 e uma sobre a participação da mulher na TI (A maior concentração de público feminino por metro quadrado do evento!).

Aconteceram duas coisa engraçadas, que obviamente merecem ser retratadas aqui. A primeira aconteceu quando estava ficando no estande da Procergs no FISL, na quarta de manhã. Chegaram dois novos nerds pra conversar comigo e perguntar sobre a empresa. Eis o diálogo:
[Nerd] - Oi, que empresa é essa?
[Eu] - Oi! A Procergs é uma empresa pública , e que atende principalmente órgãos do Governo do estado...
[Nerd] - Do estado de Porto Alegre? ¬¬

[Uma linha de silência em homenagem ao nerd que não sabe o mínimo de geografia]

Outro negócio engraçado foi que quando a gente saiu da palestra do indiano, no sábado, sobre Java EE 7, um cara tomou o meu programa da minha mão, achou uma palestra e circulou e escreveu um nome. Quando eu olhei pra ele, ele tava me apontando o crachá pra me mostrar que ele era o palestrante. Quando ele viu que a gente falava inglês, começou a conversar.

Daí naquela conversa entre uma sala e outra ele apontou pra minha jaqueta (eu tava com uma jaqueta do Inter), pro símbolo e disse:
-Ohh ColoRRRRado!! I know this one because it's where I'm from! ColoRRRado!!
Pronto. Conversamos mais um pouco, falei que tínhamos a divisão grenal clássica em casa (não com essas palavras porque ele não ia entender, hehe) e ele aprendeu que o outro time, o "blue one" é o "GRRRemínio". Fomos pra palestra dele e ele nos deu camisetas sem que a gente precisasse fazer perguntas :-P

De forma geral foi um evento bem interessante. Algumas palestras um pouco iniciantes demais, outras muito boas, e palestras de áreas diversas envolvidas com a filisofia e ferramentas livres.

Estou bem empolgada pra ir no evento do ano que vem, e vou me planejar para ir todos os dias. Quem sabe até lá eu já tenho um celular com Android e alguma aplicação maluca desenvolvida por mim?

:-)

quarta-feira, 23 de março de 2011

O dia que eu comecei a estudar italiano

Aconteceu! Quase três anos depois que eu entrei pela primeira vez no site da Acirs, eu finalmente comecei a estudar italiano. Eu sei, eu sei, por que só agora? Porque eu sou idiota, bobalhona. Mas posso dizer? Acho que a espera fez com que eu valorizasse ainda mais!

Segunda-feira foi meu primeiro dia de aula. Cheguei na Acirs, por volta das 18h (a aula começava às 18:45) falei com a recepcionista que me encaminhou para a minha sala (stanza 2). Fiquei lendo meu "Memórias de uma Gueixa" até quase começar a aula. Estranhei que a sala tava vazia! Até que entrou alguém e disse: é aqui o nível 5, né? E eu prontamente: não, aqui é o nível 1. Todo mundo se virou pra mim e disse: não é o nível 5. Ok, primeiro dia e consegui a façanha de ficar no lugar errado. Quando me encaminharam pra sala certa, já estava lotada de gente! Mas tudo bem as minhas estreias geralmente são assim, pitorescas.

Gente, italino é lindo, lindo, lindo. Minha professora é um amor e eu sentei do lado de uma colega que estava tão emocionada quanto eu para aprender italiano. Não pode ter coisa mais legal do que estudar porque a gente tem vontade. Aprendi os meses do ano, (agora eu sei que eu nasci em Maggio) e que meu stato civile é sposata :-) A única coisa que eu tive que cuidar durante a aula é que o meu idioma estrangeiro default é inglês. Então sempre que tentava pensar numa palavra que não fosse em português, automaticamente vinha o inglês na minha mente :-P

Agora estou atrás de um dicionário bom (segundo a minha professora, se formos comprar o Zanichelli é o melhor deles) e acho que vou comprar essa semana ainda. E claro, materiais de italiano, principalmente músicas e álbuns de artistas legais. Claro que material de uma das minhas divas, Laura Pausini, eu já tenho bastante. Já troquei o idioma default do meu gmail e vou aos poucos vou tentar trazer o italiano cada vez mais pro meu cotidiano.

Recomendo fortemente pra você que tem muita vontade de fazer algo, cujo maior inimigo é a inércia, faça de uma vez! A felicidade de realizar uma vontade é muito grande!

Capisce?

sexta-feira, 4 de março de 2011

O mundo está cada vez pior

 E não, isso não é papo de quem está ficando velho.

A sociedade passa por um momento estranho de evolução. Estranho porque apesar de existir cada vez mais ferramentas de comunicação, informação e acesso à essa informação, as pessoas estão cada vez mais individuais e egoístas. E um dos lugares que mais reflete essas mudanças é o trânsito.

Todos os dias "super poderosos" motoristas, isolados no mundinho do seu carro cometem desde atos simples de falta de educação até ignorâncias injustificáveis, como aquele babaca motorista que atropelou vários ciclistas "porque estava irritado".

Domingo passado, quando estávamos voltando da casa dos meus pais o Rodrigo e eu, uma beleza dirigindo um Palio prata atravessou o carro à toda na nossa frente. Eu buzinei. E adivinha o que a nossa incauta motorista (sim era mulher) fez senhoras e senhores? Pois eu lhes digo. A vaca lady que estava dirigindo o supracitado Palio achou tirou o bracinho pra fora da janela e me mostrou seu dedo médio (deve ter sido pra eu ver a cor do esmalte) e saiu acelerando. Acelerei o Trovão (era eu quem estava dirigindo) até o limite permitido pela via, e quis o destino que 500m depois a vaca lady parasse seu carro para converter à esquerda. Cuidando os espelhos retrovisores para não provocar nenhum acidente, reduzi até quase encostar ao lado do carro dela e fiz a única coisa que podia fazer: aplaudi. APLAUDI. Porque a pessoa tem que ser muito, mas muito heroína para fazer uma imprudência dessa no trânsito e ainda achar que tem razão.

Eu tenho certeza que essa pessoa, assim como as outras com esse tipo de atitude no trânsito, tem família, deve ser querida por um monte de gente, deve pedir "por favor" e "com licença" quando está na frente de estranhos. Mas dentro do seu carro, ela "vira" Deus. Ela pode. E a pessoa que pode ser educada, inteligente e apreciada por outro grupo de pessoas, quando está no seu carro, nada mais é do que uma motorista ESCROTA.

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"Tá mais calminha tá?"
"Agora tô :-)"

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Falando sério gente: não sejam motoristas escrotos. Olhem para os lados. Olhem para o retrovisor. E se fizerem alguma coisa errada no trânsito (afinal de contas errar é humano), peçam desculpa! É tão mais simples, é tão mais educado (além de fazer bem pra saúde dependendo do tamanho do outro cara).
Aproveitem o carnavel e lembrem-se: pode entrar com tudo pra dentro da garrafa, mas vão pra casa de táxi ;-)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Árvore de Natal

Quando eu era criança uma das coisas mais legais no pacotão natalino era montar a árvore de natal. Daí você pensa: a gente pegava um pinheiro lindão, enchia de luzinhas e enfeites combinantes e ficava lindo! Errou (exceto pelo fato de que ficava lindo).

Uma das imagens que eu tenho de "vamos montar a árvore de natal" é a do meu pai saindo de casa de bermuda, camiseta (ou sem, se estivesse muito calor) e um facão apoiado no ombro. Eu pensava: "Oba!! O pai vai buscar a árvore de natal!!". Uma ou duas horas depois ele voltava com um pedaço de árvore de arrasto. Colocava na frente de casa e ali ficava secando no sol por um dia ou dois. Depois a mãe, o Jean e eu íamos com toda a paciência tirar folhinha por folhinha seca e deixar aquele pedaço de árvore só com os galhos.

Aí a gente pegava um balde, enchia de brita e "plantava" aquele galho seco. Forrava o balde com papel de presente, colocava em cima de uma mesinha ou no chão mesmo (geralmente nossas árvores de natal eram bem grandes) e decorava como uma árvore de natal. O pai geralmente colocava as luzinhas, que eram as coisas mais sensíveis, e gente enfeitava o resto. Colocávamos bolinhas de todas as cores, penduricalhos, às vezes pegávamos barba de pau das árvores para ajudar. Eu achava estranho que tínhamos geralmente uma bolinha de cada tipo, e não várias bolinhas vermelhas do mesmo tamanho, ou várias bolinhas douradas iguais como as que eu via nas árvores de natal na televisão. Só hoje, muitos anos depois, eu me dei conta que um dia deve ter havido um conjunto de bolinhas vermelhas ou douradas, mas a cada ano em que montávamos e guardávamos os enfeites eram inevitáveis os acidentes. E então eu entendi que eles quebravam porque a gente usava. Minhas mãos de criança apertaram uma vez uma bolinha até estourar. O meu irmão deve ter derrubado um ou outro enfeite também. E os que restaram foram seguindo os anos com a energia que só um objeto que presenciou tudo isso pode ter. E no fim das contas, em 26 anos de vida eu não me lembro de árvores mais bonitas do aquelas que a gente montava assim. E não tenho melhores lembranças de Natal do dessa época.

Tudo isso eu pensei enquanto estava montando a nossa árvore de natal desse ano (o segundo que temos o Rodrigo e eu a chance de montar). Pensei que daqui há algum tempo eu não vou ter um conjunto de 6 bolinhas bonitinhas e iguais para enfeitar a árvore. Algumas vão quebrar, outras vão se perder. Daqui a alguns anos vamos ter uma Jamilinha ou Cabidinho para nos ajudar e inevitavelmente ele ou ela vai quebrar enfeites da mesma maneira que eu quebrava quando criança. Nossos enfeites de natal vão ser ítens tão especiais e cheios de boas energias quanto os enfeites dos meus pais.

Ops, me distraí e acabei de pisando numa estrelinha! Acho que a história dos nossos natais acaba de começar :-)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Um post sobre trabalhos manuais

Eu adoro trabalhos manuais. Tricô, fuxico, bordado e principalmente dizer cheia de moral quando alguém elogia algo que estou usando:Gostou? Eu que fiz :-)

Mas de todos o que eu mais gosto de fazer é tricô. Quando eu era criança minha mãe tinha uma máquina de tricô e vestia a família inteira. Blusões, blusas, meias, calças e tudo o mais que ela conseguisse fazer. Acho que é por isso que hoje eu tenho uma certa resistência a comprar peças de lã. Ainda mais cachecóis. É tão fácil de fazer!

Então em homenagem a uma amiga aqui do trabalho, a Ana Carolina que vive perguntando porque eu não coloco essas coisinhas legais no meu blog, estou postanto fotos das peças que fiz e mais gostei (e por consequência, mais uso).

Esse foi o primeiro que eu fiz até o final, quando recomecei a fazer tricô. É com um ponto muito legal, que desmancha! Tricota-se cerca de 60 cm e depois arremata de um jeito diferente, vai desmanchando e fica esse baita cachecol. Fiz ele com 100gr de lã :-)

Esse cachecol amarelo eu fiz há uns 3, 4 anos acho. Eu não me lembro exatamente como fiz, só que fui fazendo umas laçadas loucas e cheguei a isso :-) Fiz a touca pra combinar também.

Daí ano passado eu inventei que queria aprender ponto cruz. Fiz um curso? Claro que não! Comprei umas revistinhas, umas toalinhas e fui pro YouTube procurar uns vídeos que ensinassem. Revistas de ponto cruz são tão fofas! E aí como estava pra casar com o Rodrigo, bordei nossas iniciais nessa toalhinha. Ficou bonitinho, não? Ainda mais quando feito com amor!
Devia ter bordado G &
G de Gatinho e Gatinha :-)
Depois, como ainda estava calor e as flores e fuxicos estavam na moda, quis aprender a fazer fuxicos! Claro que eu aprendi nas revistas e com a ajuda da internet (ainda vou fazer alguns agora que a primavera está aí e aprender a montar uns colares). Fiz alguns broches e tic-tacs. Um monte deles eu dei de presente antes de fotografar. Quando fui pra San Francisco, em maio, tinha umas indianas com que eu trabalhava que adoraram meus fuxicos. Dei o que tinha sobrando de presente pra uma delas e depois mandei alguns pra outra. Ela adorou :-)
Esse são os fuxicos que me sobraram, um monte deles eu acabei dando de presente. E de "brinde" ali está uma almofadinha para alfinetes que eu fiz também
E com o frio do meio do ano voltei ao tricô. Fiz um cachecol preto (eu não tinha um, dá pra acreditar?), um azul de lã mesclada e também um com uma lã de rendinha, branca, que ficou coisa mais querida.

As últimas criações são duas estolas de tricô. Fiz uma preta, para usar num casamento no mês passado. Essa eu realmente gostei! E o melhor, eu gastei R$24,00 com o material (dois novelos de lã) e uma semana para fazer, o ponto é muito fácil (só tricô, ida e volta).

 E depois fiz uma prata, que usei num casamento em Vacaria. Mesma receita, mesmos pontos. Ah, por favor, não reparem na blusa não-combinante por baixo das estolas... Acreditem com vestido de festa elas ficam lindas!

Ah, eu já fiz uns sapatinhos de bebê também! Mas foi pra dar de presente, e foi há um tempão, eu provavelmente não tenho foto em lugar nenhum pra postar.
Agora, como está muito quente, estou fazendo uns bordadinhos em ponto cruz (e também porque a querida da Ana Carolina me de um monte de revistas de ponto cruz, então fiquei mega inspirada).
 

Pensando bem, acho que eu sou realmente prendada :-P