quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Cigarro e dementadores

Fato: eu detesto cigarro. Tenho pavor da fumaça, do cheiro e de todos os malefícios que essa coisa pode trazer. Meus pais fumaram por mais de 20 anos e pararam. Acho que essa conscientização deles me deixou ainda mais intolerante. O importante é saber que eu DETESTO cigarro.


J. K. Rowling, em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban introduz uma das figuras mais aterrorizantes da saga do bruxo adolescente, mais até que o próprio Voldemort (ops, falei o nome dele!!): os dementadores. Nesse livro eles aparecem pela primeira vez e o Harry é uma das pessoas que mais é afetado pelo sensação que os dementadores causam. E o qual o remédio para recuperar as forças após um ataque de dementadores?? Eu lhes digo, caros leitores, é uma arma que todas nós, fêmeas, utilizamos ferozmente, pelo menos uma vez por mês: o chocolate.

O Professor Lupin é quem medica o Harry quando ele tem o primeiro contato com esses seres do mau (sim, eles são definitvamente do mau), e lhe nada nada mais nada menos do quem um pedaço de chocolate.

Eu sempre soube que os benefícios do chocolate eram muito maiores do que a simples sensação de prazer que ele me causa ao ser degustado em um momento mensal crítico. Eu SEMPRE soube. E vem a J.K. e tira todas as minhas dúvidas...

Hoje, pra variar, meu carro estava no conserto. Na volta para casa, na parada de ônibus, sofrendo com um ataque de rinite que me assombrou o dia inteiro, eu tentava desesperadamente me conter quando fui atacada.

Um ser do mau, na fila do ônibus ao lado, estava com um produtor de dementadores no meio dos dedos. E a fumaça começou a me envolver de tal forma que eu não tinha mais o que fazer. Lembranças de ar puro começaram a me assombrar e gritar na minha mente - "apaga o cigarro na cara dela, apaga o cigarro na cara dela...". Mas eu não pude...

Como não existem patronos que nos livram de cigarros (e eu estava sem a minha varinha mágica), fiz a única coisa que podia naquele momento: abri a bolsa e, entre lenços e mais lenços de papel, estava lá. A minha salvação. A única coisa que eu podia comer pra me livrar da sensação do mau do ataque dos dementadores, quer dizer, da fumaça do cigarro. E eu comi. Chocolate.


Enfim caros leitores, o mundo mágico faz mais parte de nós do que pensamos. A partir de hoje, sempre terei um pedacinho na bolsa. Nunca se sabe quando eles vão aparecer.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Como dormi a noite inteira escutando Créu

Meu irmão estava de aniversário no dia 7. Sexta à noite ele fez uma festa aqui em casa. Eu achei que estava pronta. Meus pais estavam em casa, era só chegar, me trancafiar no meu quartinho e dormir com o barulho. Mas não. Não era apenas barulho.

Passei a noite inteira escutando crééééuuuuu. Overdose cultural.

Mas hoje eu me vinguei. Acordei ele às 11:00 da manhã, com Beatles embaixo da janela dele.

Espanha

Depois de chutar TODAs as outras vezes que tínhamos "Volta ao Mundo", finalmente eu acertei. Na sexta-feira passada meu amor me levou pra conhecer a Espanha. Fomos ao Tablado Andaluz. Que lugar legal!
O ambiente super aconchegante, com velas na mesa, e as pessoas de lá, simplesmente as mais simpáticas de todo o projeto.
Depois de me fartar comendo as paella marinheira, (de frutos do mar) e paella campeira (com carnes), assistimos a um show lindo de dança flamenca. Me deu até vontade de fazer...
Tinha uma menina de uns 12 anos, no máximo, com uma expressão facial digna dos artistas mais experientes... E a diretora da escola, que além de ter se apresentado belamente, também viemos a saber que é a responsável pela paella! Imagina!

E no final, após o show, que tinha música ao vivo, com um cara que tocava violão com cinco mãos ao mesmo tempo e a cantora que era do meu tamanho e cantava tri bem, a diretora-dançarina-fazedora-de-paella disse: "Pessoal, hoje não temos sobremesa, MAS, a nossa cantaora trouxe negrinho pra vocês!".

Que máximo! Isso sem falar na paixão que todos demostravam pela dança... Muito, muito, muito legal.

Altamente recomendado!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Diálogo sobre gripe no trabalho

Jamile diz:
ranho é uma merda
M@rcia diz:
hahaaa
M@rcia diz:
ranho eh ranho
M@rcia diz:
m,erda eh merd a
M@rcia diz:
nao misture

terça-feira, 1 de julho de 2008

Quem me conhece sabe que eu não sou fresca. Mas depois que comecei a andar mais de carro (nos últimos dois meses eu só ando de Bochechudo) tenho uma certa ojeriza a pegar ônibus. Não sei se quando andava mais de ônibus não notava, mas parece que cada vez que eu pego o famigerado transporte coletivo as criaturas mais bizarras aparecem, as situações mais esdrúxulas acontecem.

Hoje não foi uma exceção.

Fui trabalhar de ônibus, já que tive de deixar o Bochechudo, meu amado fusquinha, no mecânico. Quando carros com quse 30 anos começam a estalar do nada é porque alguma coisa anda errada.
Estava lá a criatura bizarra. Ou melhor, não estava. Só o que meus parcos sentidos puderam perceber era um cheiro, em forma de senóide, de bergamota. Em forma de senóide porque a intensidade do odor variava bastante. Foi quando notei que o pico do cheiro bergamentício acontecia após um certo barulho bucal, que acontece geralmente quando tomamos líquidos gaseificados. Sim. O infeliz estava arrotando bergamota atrás de mim.

Agora eu pergunto: o que leva um animal desse a ficar arrotando a fruta favorita dentro de um ônibus SEM JANELA. É, a porcaria do T3 que eu estava era daqueles que a janela não abre, é só um vidro.

Dai eu comecei a me lembrar de todas as vezes que eu peguei o T3 e TODAS as bizarrices que já aconteceram. E considerando as minhas experiências anteriores dentro do T3 dos infernos, concluí que dessa vez eu dei muita sorte.