Aconteceu! Quase três anos depois que eu entrei pela primeira vez no site da Acirs, eu finalmente comecei a estudar italiano. Eu sei, eu sei, por que só agora? Porque eu sou idiota, bobalhona. Mas posso dizer? Acho que a espera fez com que eu valorizasse ainda mais!
Segunda-feira foi meu primeiro dia de aula. Cheguei na Acirs, por volta das 18h (a aula começava às 18:45) falei com a recepcionista que me encaminhou para a minha sala (stanza 2). Fiquei lendo meu "Memórias de uma Gueixa" até quase começar a aula. Estranhei que a sala tava vazia! Até que entrou alguém e disse: é aqui o nível 5, né? E eu prontamente: não, aqui é o nível 1. Todo mundo se virou pra mim e disse: não é o nível 5. Ok, primeiro dia e consegui a façanha de ficar no lugar errado. Quando me encaminharam pra sala certa, já estava lotada de gente! Mas tudo bem as minhas estreias geralmente são assim, pitorescas.
Gente, italino é lindo, lindo, lindo. Minha professora é um amor e eu sentei do lado de uma colega que estava tão emocionada quanto eu para aprender italiano. Não pode ter coisa mais legal do que estudar porque a gente tem vontade. Aprendi os meses do ano, (agora eu sei que eu nasci em Maggio) e que meu stato civile é sposata :-) A única coisa que eu tive que cuidar durante a aula é que o meu idioma estrangeiro default é inglês. Então sempre que tentava pensar numa palavra que não fosse em português, automaticamente vinha o inglês na minha mente :-P
Agora estou atrás de um dicionário bom (segundo a minha professora, se formos comprar o Zanichelli é o melhor deles) e acho que vou comprar essa semana ainda. E claro, materiais de italiano, principalmente músicas e álbuns de artistas legais. Claro que material de uma das minhas divas, Laura Pausini, eu já tenho bastante. Já troquei o idioma default do meu gmail e vou aos poucos vou tentar trazer o italiano cada vez mais pro meu cotidiano.
Recomendo fortemente pra você que tem muita vontade de fazer algo, cujo maior inimigo é a inércia, faça de uma vez! A felicidade de realizar uma vontade é muito grande!
Capisce?
quarta-feira, 23 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
O mundo está cada vez pior
E não, isso não é papo de quem está ficando velho.
A sociedade passa por um momento estranho de evolução. Estranho porque apesar de existir cada vez mais ferramentas de comunicação, informação e acesso à essa informação, as pessoas estão cada vez mais individuais e egoístas. E um dos lugares que mais reflete essas mudanças é o trânsito.
Todos os dias "super poderosos" motoristas, isolados no mundinho do seu carro cometem desde atos simples de falta de educação até ignorâncias injustificáveis, como aquelebabaca motorista que atropelou vários ciclistas "porque estava irritado".
Domingo passado, quando estávamos voltando da casa dos meus pais o Rodrigo e eu, uma beleza dirigindo um Palio prata atravessou o carro à toda na nossa frente. Eu buzinei. E adivinha o que a nossa incauta motorista (sim era mulher) fez senhoras e senhores? Pois eu lhes digo. Avaca lady que estava dirigindo o supracitado Palio achou tirou o bracinho pra fora da janela e me mostrou seu dedo médio (deve ter sido pra eu ver a cor do esmalte) e saiu acelerando. Acelerei o Trovão (era eu quem estava dirigindo) até o limite permitido pela via, e quis o destino que 500m depois a vaca lady parasse seu carro para converter à esquerda. Cuidando os espelhos retrovisores para não provocar nenhum acidente, reduzi até quase encostar ao lado do carro dela e fiz a única coisa que podia fazer: aplaudi. APLAUDI. Porque a pessoa tem que ser muito, mas muito heroína para fazer uma imprudência dessa no trânsito e ainda achar que tem razão.
Eu tenho certeza que essa pessoa, assim como as outras com esse tipo de atitude no trânsito, tem família, deve ser querida por um monte de gente, deve pedir "por favor" e "com licença" quando está na frente de estranhos. Mas dentro do seu carro, ela "vira" Deus. Ela pode. E a pessoa que pode ser educada, inteligente e apreciada por outro grupo de pessoas, quando está no seu carro, nada mais é do que uma motorista ESCROTA.
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"Tá mais calminha tá?"
"Agora tô :-)"
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Falando sério gente: não sejam motoristas escrotos. Olhem para os lados. Olhem para o retrovisor. E se fizerem alguma coisa errada no trânsito (afinal de contas errar é humano), peçam desculpa! É tão mais simples, é tão mais educado (além de fazer bem pra saúde dependendo do tamanho do outro cara).
Aproveitem o carnavel e lembrem-se: pode entrar com tudo pra dentro da garrafa, mas vão pra casa de táxi ;-)
A sociedade passa por um momento estranho de evolução. Estranho porque apesar de existir cada vez mais ferramentas de comunicação, informação e acesso à essa informação, as pessoas estão cada vez mais individuais e egoístas. E um dos lugares que mais reflete essas mudanças é o trânsito.
Todos os dias "super poderosos" motoristas, isolados no mundinho do seu carro cometem desde atos simples de falta de educação até ignorâncias injustificáveis, como aquele
Domingo passado, quando estávamos voltando da casa dos meus pais o Rodrigo e eu, uma beleza dirigindo um Palio prata atravessou o carro à toda na nossa frente. Eu buzinei. E adivinha o que a nossa incauta motorista (sim era mulher) fez senhoras e senhores? Pois eu lhes digo. A
Eu tenho certeza que essa pessoa, assim como as outras com esse tipo de atitude no trânsito, tem família, deve ser querida por um monte de gente, deve pedir "por favor" e "com licença" quando está na frente de estranhos. Mas dentro do seu carro, ela "vira" Deus. Ela pode. E a pessoa que pode ser educada, inteligente e apreciada por outro grupo de pessoas, quando está no seu carro, nada mais é do que uma motorista ESCROTA.
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"Tá mais calminha tá?"
"Agora tô :-)"
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Falando sério gente: não sejam motoristas escrotos. Olhem para os lados. Olhem para o retrovisor. E se fizerem alguma coisa errada no trânsito (afinal de contas errar é humano), peçam desculpa! É tão mais simples, é tão mais educado (além de fazer bem pra saúde dependendo do tamanho do outro cara).
Aproveitem o carnavel e lembrem-se: pode entrar com tudo pra dentro da garrafa, mas vão pra casa de táxi ;-)
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Árvore de Natal
Quando eu era criança uma das coisas mais legais no pacotão natalino era montar a árvore de natal. Daí você pensa: a gente pegava um pinheiro lindão, enchia de luzinhas e enfeites combinantes e ficava lindo! Errou (exceto pelo fato de que ficava lindo).
Uma das imagens que eu tenho de "vamos montar a árvore de natal" é a do meu pai saindo de casa de bermuda, camiseta (ou sem, se estivesse muito calor) e um facão apoiado no ombro. Eu pensava: "Oba!! O pai vai buscar a árvore de natal!!". Uma ou duas horas depois ele voltava com um pedaço de árvore de arrasto. Colocava na frente de casa e ali ficava secando no sol por um dia ou dois. Depois a mãe, o Jean e eu íamos com toda a paciência tirar folhinha por folhinha seca e deixar aquele pedaço de árvore só com os galhos.
Aí a gente pegava um balde, enchia de brita e "plantava" aquele galho seco. Forrava o balde com papel de presente, colocava em cima de uma mesinha ou no chão mesmo (geralmente nossas árvores de natal eram bem grandes) e decorava como uma árvore de natal. O pai geralmente colocava as luzinhas, que eram as coisas mais sensíveis, e gente enfeitava o resto. Colocávamos bolinhas de todas as cores, penduricalhos, às vezes pegávamos barba de pau das árvores para ajudar. Eu achava estranho que tínhamos geralmente uma bolinha de cada tipo, e não várias bolinhas vermelhas do mesmo tamanho, ou várias bolinhas douradas iguais como as que eu via nas árvores de natal na televisão. Só hoje, muitos anos depois, eu me dei conta que um dia deve ter havido um conjunto de bolinhas vermelhas ou douradas, mas a cada ano em que montávamos e guardávamos os enfeites eram inevitáveis os acidentes. E então eu entendi que eles quebravam porque a gente usava. Minhas mãos de criança apertaram uma vez uma bolinha até estourar. O meu irmão deve ter derrubado um ou outro enfeite também. E os que restaram foram seguindo os anos com a energia que só um objeto que presenciou tudo isso pode ter. E no fim das contas, em 26 anos de vida eu não me lembro de árvores mais bonitas do aquelas que a gente montava assim. E não tenho melhores lembranças de Natal do dessa época.
Tudo isso eu pensei enquanto estava montando a nossa árvore de natal desse ano (o segundo que temos o Rodrigo e eu a chance de montar). Pensei que daqui há algum tempo eu não vou ter um conjunto de 6 bolinhas bonitinhas e iguais para enfeitar a árvore. Algumas vão quebrar, outras vão se perder. Daqui a alguns anos vamos ter uma Jamilinha ou Cabidinho para nos ajudar e inevitavelmente ele ou ela vai quebrar enfeites da mesma maneira que eu quebrava quando criança. Nossos enfeites de natal vão ser ítens tão especiais e cheios de boas energias quanto os enfeites dos meus pais.
Ops, me distraí e acabei de pisando numa estrelinha! Acho que a história dos nossos natais acaba de começar :-)
Uma das imagens que eu tenho de "vamos montar a árvore de natal" é a do meu pai saindo de casa de bermuda, camiseta (ou sem, se estivesse muito calor) e um facão apoiado no ombro. Eu pensava: "Oba!! O pai vai buscar a árvore de natal!!". Uma ou duas horas depois ele voltava com um pedaço de árvore de arrasto. Colocava na frente de casa e ali ficava secando no sol por um dia ou dois. Depois a mãe, o Jean e eu íamos com toda a paciência tirar folhinha por folhinha seca e deixar aquele pedaço de árvore só com os galhos.
Aí a gente pegava um balde, enchia de brita e "plantava" aquele galho seco. Forrava o balde com papel de presente, colocava em cima de uma mesinha ou no chão mesmo (geralmente nossas árvores de natal eram bem grandes) e decorava como uma árvore de natal. O pai geralmente colocava as luzinhas, que eram as coisas mais sensíveis, e gente enfeitava o resto. Colocávamos bolinhas de todas as cores, penduricalhos, às vezes pegávamos barba de pau das árvores para ajudar. Eu achava estranho que tínhamos geralmente uma bolinha de cada tipo, e não várias bolinhas vermelhas do mesmo tamanho, ou várias bolinhas douradas iguais como as que eu via nas árvores de natal na televisão. Só hoje, muitos anos depois, eu me dei conta que um dia deve ter havido um conjunto de bolinhas vermelhas ou douradas, mas a cada ano em que montávamos e guardávamos os enfeites eram inevitáveis os acidentes. E então eu entendi que eles quebravam porque a gente usava. Minhas mãos de criança apertaram uma vez uma bolinha até estourar. O meu irmão deve ter derrubado um ou outro enfeite também. E os que restaram foram seguindo os anos com a energia que só um objeto que presenciou tudo isso pode ter. E no fim das contas, em 26 anos de vida eu não me lembro de árvores mais bonitas do aquelas que a gente montava assim. E não tenho melhores lembranças de Natal do dessa época.
Tudo isso eu pensei enquanto estava montando a nossa árvore de natal desse ano (o segundo que temos o Rodrigo e eu a chance de montar). Pensei que daqui há algum tempo eu não vou ter um conjunto de 6 bolinhas bonitinhas e iguais para enfeitar a árvore. Algumas vão quebrar, outras vão se perder. Daqui a alguns anos vamos ter uma Jamilinha ou Cabidinho para nos ajudar e inevitavelmente ele ou ela vai quebrar enfeites da mesma maneira que eu quebrava quando criança. Nossos enfeites de natal vão ser ítens tão especiais e cheios de boas energias quanto os enfeites dos meus pais.
Ops, me distraí e acabei de pisando numa estrelinha! Acho que a história dos nossos natais acaba de começar :-)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Um post sobre trabalhos manuais
Eu adoro trabalhos manuais. Tricô, fuxico, bordado e principalmente dizer cheia de moral quando alguém elogia algo que estou usando:Gostou? Eu que fiz :-)
Mas de todos o que eu mais gosto de fazer é tricô. Quando eu era criança minha mãe tinha uma máquina de tricô e vestia a família inteira. Blusões, blusas, meias, calças e tudo o mais que ela conseguisse fazer. Acho que é por isso que hoje eu tenho uma certa resistência a comprar peças de lã. Ainda mais cachecóis. É tão fácil de fazer!
Então em homenagem a uma amiga aqui do trabalho, a Ana Carolina que vive perguntando porque eu não coloco essas coisinhas legais no meu blog, estou postanto fotos das peças que fiz e mais gostei (e por consequência, mais uso).
Esse foi o primeiro que eu fiz até o final, quando recomecei a fazer tricô. É com um ponto muito legal, que desmancha! Tricota-se cerca de 60 cm e depois arremata de um jeito diferente, vai desmanchando e fica esse baita cachecol. Fiz ele com 100gr de lã :-)
Esse cachecol amarelo eu fiz há uns 3, 4 anos acho. Eu não me lembro exatamente como fiz, só que fui fazendo umas laçadas loucas e cheguei a isso :-) Fiz a touca pra combinar também.
Daí ano passado eu inventei que queria aprender ponto cruz. Fiz um curso? Claro que não! Comprei umas revistinhas, umas toalinhas e fui pro YouTube procurar uns vídeos que ensinassem. Revistas de ponto cruz são tão fofas! E aí como estava pra casar com o Rodrigo, bordei nossas iniciais nessa toalhinha. Ficou bonitinho, não? Ainda mais quando feito com amor!
Depois, como ainda estava calor e as flores e fuxicos estavam na moda, quis aprender a fazer fuxicos! Claro que eu aprendi nas revistas e com a ajuda da internet (ainda vou fazer alguns agora que a primavera está aí e aprender a montar uns colares). Fiz alguns broches e tic-tacs. Um monte deles eu dei de presente antes de fotografar. Quando fui pra San Francisco, em maio, tinha umas indianas com que eu trabalhava que adoraram meus fuxicos. Dei o que tinha sobrando de presente pra uma delas e depois mandei alguns pra outra. Ela adorou :-)
E com o frio do meio do ano voltei ao tricô. Fiz um cachecol preto (eu não tinha um, dá pra acreditar?), um azul de lã mesclada e também um com uma lã de rendinha, branca, que ficou coisa mais querida.
As últimas criações são duas estolas de tricô. Fiz uma preta, para usar num casamento no mês passado. Essa eu realmente gostei! E o melhor, eu gastei R$24,00 com o material (dois novelos de lã) e uma semana para fazer, o ponto é muito fácil (só tricô, ida e volta).
E depois fiz uma prata, que usei num casamento em Vacaria. Mesma receita, mesmos pontos. Ah, por favor, não reparem na blusa não-combinante por baixo das estolas... Acreditem com vestido de festa elas ficam lindas!
Ah, eu já fiz uns sapatinhos de bebê também! Mas foi pra dar de presente, e foi há um tempão, eu provavelmente não tenho foto em lugar nenhum pra postar.
Agora, como está muito quente, estou fazendo uns bordadinhos em ponto cruz (e também porque a querida da Ana Carolina me de um monte de revistas de ponto cruz, então fiquei mega inspirada).
Pensando bem, acho que eu sou realmente prendada :-P
Mas de todos o que eu mais gosto de fazer é tricô. Quando eu era criança minha mãe tinha uma máquina de tricô e vestia a família inteira. Blusões, blusas, meias, calças e tudo o mais que ela conseguisse fazer. Acho que é por isso que hoje eu tenho uma certa resistência a comprar peças de lã. Ainda mais cachecóis. É tão fácil de fazer!
Então em homenagem a uma amiga aqui do trabalho, a Ana Carolina que vive perguntando porque eu não coloco essas coisinhas legais no meu blog, estou postanto fotos das peças que fiz e mais gostei (e por consequência, mais uso).
Esse foi o primeiro que eu fiz até o final, quando recomecei a fazer tricô. É com um ponto muito legal, que desmancha! Tricota-se cerca de 60 cm e depois arremata de um jeito diferente, vai desmanchando e fica esse baita cachecol. Fiz ele com 100gr de lã :-)
Esse cachecol amarelo eu fiz há uns 3, 4 anos acho. Eu não me lembro exatamente como fiz, só que fui fazendo umas laçadas loucas e cheguei a isso :-) Fiz a touca pra combinar também.
Daí ano passado eu inventei que queria aprender ponto cruz. Fiz um curso? Claro que não! Comprei umas revistinhas, umas toalinhas e fui pro YouTube procurar uns vídeos que ensinassem. Revistas de ponto cruz são tão fofas! E aí como estava pra casar com o Rodrigo, bordei nossas iniciais nessa toalhinha. Ficou bonitinho, não? Ainda mais quando feito com amor!
![]() |
| Devia ter bordado G & G de Gatinho e Gatinha :-) |
![]() |
| Esse são os fuxicos que me sobraram, um monte deles eu acabei dando de presente. E de "brinde" ali está uma almofadinha para alfinetes que eu fiz também |
As últimas criações são duas estolas de tricô. Fiz uma preta, para usar num casamento no mês passado. Essa eu realmente gostei! E o melhor, eu gastei R$24,00 com o material (dois novelos de lã) e uma semana para fazer, o ponto é muito fácil (só tricô, ida e volta).
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Isso não está acontecendo...
Sábado foi a comemoração do aniversário da minha mãezinha. Todo mundo que já presenciou as festas da minha família sabe que elas só tem hora para começar. Estava muito bom. Comida maravilhosa (estrogonofe feito pelo meu paizão), amigos queridos e cantoria no videokê. Chegamos em casa e fomos dormir às 4:30 da manhã. Mas tudo bem, afinal de contas, o outro dia seria domingo. A gente ia poder descansar até não aguentar mais, dormir até tarde... Eu estava preparada para fazer uma única refeição, acordar bem tarde e fazer direto a janta.
Mas não.
Acordamos às 9:32 da manhã (eu me lembro de ter olhado bem no relógio).
E aí você me diz, caro leitor: ahá, o telefone tocou e vocês acordaram! Não. O interfone tocou e vocês acordaram! Não. Um cachorro latiu e vocês acordaram! Não. A coisa mais improvável, mais impossível e mais insana que você pode imaginar. Uma missa.
Mas como assim? Missas acontecem dentro de igrejas, não? Sim. Missas acontecem dentro de igrejas. Menos aquela. Maldita missa móvel, levando a benção aos fiéis que decidiram não levantar cedo e ir a igreja. E usando uma P#%%@ de um carro de som ainda por cima. Não dá pra acreditar. E ainda por cima, se ficasse a manhã inteira embaixo da nossa janela, "tudo bem". Mas não, ficou somente o tempo necessário para nos acordar no "melhor" dos humores para um domingo.
E eu me pergunto: Deus não gosta que eu me divirta? Olho para o que fiz no fim de semana e penso: mas eu estava no aniversário da minha mãe! Não bebi, não fumei, não cheirei, não estraguei meu corpo nem minha mente (talvez tenha estragado os tímpanos dos convidados quando estava cantando no videokê, mas isso não deve ser pecado). Comemorei, ri e brinquei da forma mais saudável que um cristão conseguiria aproveitar uma festa. E não mereço dormir e descansar no dia seguinte? Ok, isso tudo considerando que eu sou uma boa cristã que frequenta a missa (pra algumas igrejas basta frequentar a missa para ser um).
Mas e se eu não tiver religião? E se for umbanda, espírita, evangélica? Eu tenho que ser acordada na janela da minha casa? Onde está odiabo do livre arbítrio? Eu ESCOLHI não acordar cedo naquela manhã. Eu ESCOLHI não ir à igreja naquela manhã (e em muitas outras, hehe). Eu ESCOLHI dormir naquela manhã. E se eu escolher não ter fé em nada o problema é TOTALMENTE MEU. E eu NUNCA irei a uma igreja que não tem respeito pelas pessoas. Que não pensa que as pessoas que trabalham a semana inteira e só tem sábado e domingo para descansar não querem ser acordadas no domingo às 9:32 da manhã. E que mesmo as pessoas que não fazem nada durante a semana e saem pra uma noitada no dia anterior não querem ser acordadas no domingo às 9:32 da manhã.
A grande conclusão é que o problema não é Deus. O problema são as pessoas, que utilizam do pretexto "Deus" para ser inconvenientes, chatas, babacas e completamente sem noção. E agora estou aqui, podre, cansada e com o sono totalmente atrasado.
Da próxima vez eu juro que grito uns impropérios da sacada.
Mas não.
Acordamos às 9:32 da manhã (eu me lembro de ter olhado bem no relógio).
E aí você me diz, caro leitor: ahá, o telefone tocou e vocês acordaram! Não. O interfone tocou e vocês acordaram! Não. Um cachorro latiu e vocês acordaram! Não. A coisa mais improvável, mais impossível e mais insana que você pode imaginar. Uma missa.
Mas como assim? Missas acontecem dentro de igrejas, não? Sim. Missas acontecem dentro de igrejas. Menos aquela. Maldita missa móvel, levando a benção aos fiéis que decidiram não levantar cedo e ir a igreja. E usando uma P#%%@ de um carro de som ainda por cima. Não dá pra acreditar. E ainda por cima, se ficasse a manhã inteira embaixo da nossa janela, "tudo bem". Mas não, ficou somente o tempo necessário para nos acordar no "melhor" dos humores para um domingo.
E eu me pergunto: Deus não gosta que eu me divirta? Olho para o que fiz no fim de semana e penso: mas eu estava no aniversário da minha mãe! Não bebi, não fumei, não cheirei, não estraguei meu corpo nem minha mente (talvez tenha estragado os tímpanos dos convidados quando estava cantando no videokê, mas isso não deve ser pecado). Comemorei, ri e brinquei da forma mais saudável que um cristão conseguiria aproveitar uma festa. E não mereço dormir e descansar no dia seguinte? Ok, isso tudo considerando que eu sou uma boa cristã que frequenta a missa (pra algumas igrejas basta frequentar a missa para ser um).
Mas e se eu não tiver religião? E se for umbanda, espírita, evangélica? Eu tenho que ser acordada na janela da minha casa? Onde está o
A grande conclusão é que o problema não é Deus. O problema são as pessoas, que utilizam do pretexto "Deus" para ser inconvenientes, chatas, babacas e completamente sem noção. E agora estou aqui, podre, cansada e com o sono totalmente atrasado.
Da próxima vez eu juro que grito uns impropérios da sacada.
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